domingo, 5 de julho de 2009

Dia desses, olhando meus cadernos antigos, achei esse poema. É um poema antigo mas, cada vez que o leio, me sinto exatamente como naquele dia em que foi escrito. Poucas coisas que escrevi me fazem sentir ensolarada, assim.

Poema de cor verde - ode a um dia de sol


E te rogo que me esqueças
esquece-me, amor
por sobre tua cama
dormindo em teus braços
nessa tua chama que nunca eu apago

esquece-me nos dias, nas horas que não te vejo
por sobre teus papéis
tira esses anéis
eles não escondem segredo

esquece-me pelo avesso
que eu conto nos dedos a hora que regressas
e faz-me festas e diz que me quer

esquece-me, esquece-me toda, apaga-me de ti
de tuas marcas, de tuas frases, até de tua memória
esquece-me para que todos os dias,
entre malas e água fria
eu possa, enfim, lembrar-me de ti.

No Shopping

E lá vinha a bonitona do shopping, vestida como se vestiria há dez anos atrás. era bonita porque era antiga. E porque ninguém estende sobre o corpo uma bandeira vermelha se não pressente uma grande paixão.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

- Como anda seu coração?
- Vagabundando por aí, paixões de um minuto, você sabe.

Residência

Era uma casa muito engraçada
não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela, não, porque na casa não tinha chão.
Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali.
Mas era feita com muito esmero.
Na Rua dos Bobos, número zero.

(Vinícius)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nascimento

Esse blog foi criado sem intuitos.

É inevitável deixar de falar o que meu já não cabe em mim, que sou minha casa.
È impossível não querer falar o que em mim navega
Talvez em mim não haja embarque sem naufrágio.