Dia desses, olhando meus cadernos antigos, achei esse poema. É um poema antigo mas, cada vez que o leio, me sinto exatamente como naquele dia em que foi escrito. Poucas coisas que escrevi me fazem sentir ensolarada, assim.
Poema de cor verde - ode a um dia de sol
E te rogo que me esqueças
esquece-me, amor
por sobre tua cama
dormindo em teus braços
nessa tua chama que nunca eu apago
esquece-me nos dias, nas horas que não te vejo
por sobre teus papéis
tira esses anéis
eles não escondem segredo
esquece-me pelo avesso
que eu conto nos dedos a hora que regressas
e faz-me festas e diz que me quer
esquece-me, esquece-me toda, apaga-me de ti
de tuas marcas, de tuas frases, até de tua memória
esquece-me para que todos os dias,
entre malas e água fria
eu possa, enfim, lembrar-me de ti.
domingo, 5 de julho de 2009
No Shopping
E lá vinha a bonitona do shopping, vestida como se vestiria há dez anos atrás. era bonita porque era antiga. E porque ninguém estende sobre o corpo uma bandeira vermelha se não pressente uma grande paixão.
Assinar:
Postagens (Atom)
